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O Consultor na Era da "Agentic AI": Deixamos de ser Analistas para nos tornarmos Arquitetos?

  • Foto do escritor: Luiz Viana
    Luiz Viana
  • 18 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

Se 2023 e 2024 foram os anos do deslumbramento com a IA Generativa – onde aprendemos a "conversar" com as máquinas para criar textos e imagens –, 2025 marca uma ruptura muito mais profunda e silenciosa.

Segundo o recém-lançado Year in Review 2025 da McKinsey, entramos oficialmente na era da "Agentic AI" (IA Agêntica).


Para nós, consultores de organização, essa distinção não é apenas semântica. É existencial. A IA Generativa nos ajudava a escrever o relatório. A IA Agêntica, no entanto, é capaz de analisar os dados, tomar decisões baseadas em parâmetros pré-definidos, executar a ação e atualizar o sistema de gestão. Ela não apenas cria; ela age.

Diante desse cenário, a pergunta que trago aos colegas do IBCO é: Qual é o nosso papel quando a execução técnica se torna commoditized?


1. De Analistas para Arquitetos de Inteligência

No modelo tradicional, grande parte das horas faturáveis de uma consultoria era gasta em diagnóstico, coleta e tratamento de dados. Com agentes de IA trabalhando lado a lado com as equipes (o conceito de co-working digital), essa camada operacional tende a zero.

O consultor do futuro (próximo) não é pago para fazer a planilha. Ele é pago para desenhar a lógica que o agente usará para fazer a planilha. Nós deixamos de ser os operadores do processo para nos tornarmos os Arquitetos do Negócio. Nosso valor migra da "mão na massa" para o "desenho da estratégia".


2. A Ética como Diferencial Competitivo (O Papel do CMC)

A McKinsey aponta que, embora a tecnologia avance rápido, a capacidade das organizações de absorvê-la é lenta. Mais crítico ainda: agentes autônomos podem escalar erros e vieses a uma velocidade assustadora.

É aqui que a nossa certificação CMC® (Certified Management Consultant) ganha um peso inédito. Um agente de IA não tem bússola moral. Ele não entende as nuances culturais de uma empresa familiar ou o impacto social de uma demissão em massa sugerida por um algoritmo de eficiência.

A governança ética da IA se tornará um dos pilares da consultoria de gestão. O cliente confiará no consultor não apenas para implementar a tecnologia, mas para garantir que ela opere dentro de limites humanos e éticos aceitáveis.


3. Velocidade sobre Perfeição

Um dado interessante do relatório é que 79% dos líderes de crescimento agora priorizam a "velocidade sobre a perfeição". Isso mata o antigo modelo de consultoria de projetos faraônicos de 12 meses. O mercado exige Sprints de transformação. O consultor precisa ser ágil, implementando ciclos curtos de melhoria contínua, muitas vezes apoiados por plataformas tecnológicas próprias.


Conclusão: A Humanidade como Serviço Premium

Paradoxalmente, quanto mais IA tivermos, mais valiosa será a "inteligência natural". A capacidade de ler nas entrelinhas, a empatia para gerir a mudança cultural (que a IA não consegue tocar) e a visão sistêmica são atributos puramente humanos.

A "Era dos Agentes" não veio para substituir o consultor, mas para elevar a nossa barra. Ela nos força a abandonar o trabalho braçal e a abraçar, de vez, o papel de conselheiros estratégicos de sabedoria.

A ferramenta mudou. A missão de gerar valor e transformar organizações, não.


Luiz Carlos Lopes Viana é Diretor Executivo da Vorcon Auditores e Consultores, e Consultor Certificado (CMC®) pelo IBCO/ICMCI. Atualmente desenvolve plataformas que integram auditoria e inteligência artificial.

Fonte de Análise: McKinsey & Company - The best of McKinsey Global Publishing 2025 (Year in Review). Disponível em: https://www.mckinsey.com/featured-insights/year-in-review#top-10-case-studies

 
 
 

1 comentário


Edmilson Torres
Edmilson Torres
18 de dez. de 2025

Mais fundamentos e menos informações rápidas e muitas vezes imprecisas.

Ler mais para achar as imprecisões!

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